domingo, 7 de outubro de 2012

Japoneses da Hitachi criam mídia que dura milhares de anos.

Cds já foram os salvadores de muita gente quando o assunto era armazenar arquivos, mas quem já não fez aquele backup em um cd, guardou naquela gaveta e quando precisou dele, descobriu que o mesmo já não funcionava. Você o colocava em seu drive de CD/DVD e nem sinal de vida. Garanto que muitos de vocês já perderam dados importantes por causa do tempo de vida, e até do mal acondicionamento de CDs ou DVDs. A verdade, é que apesar de quebrar um galho, CDs e DVDs não tem um tempo de vida muito longo e podem sim causar situações inconvenientes como estas.
Por situações deste tipo,  muita gente vem procurando a melhor maneira de armazenar dados importantes, sejam através de sistemas de redundância como o RAID, pendrives, nuvem,etc.  Alguns mais, outros menos confiáveis. 

Nessa busca pelo "santo grau" do armazenamento, a fabricante japonesa Hitachi, desenvolveu uma nova forma de armazenamento eletrônico. Os Japoneses descobriram que é possível inserir dados dentro de uma placa de quartzo através de um laser de alta precisão, a decodificação posterior destes
dados seria feita por uma lente especial ligada ao computador. Segundo a Hitachi, enquanto um HD normal dura cerca de 10 anos, CDs uma média de 8 a 10 anos e Pen drives de 15 a 30 anos, dados em uma placa de quartzo  seriam capazes de durar milhares de anos. A placa de quartzo é capaz de resistir a todo tipo de intempéries, até a um incêndio, uma placa com dados gravados, tem capacidade de resistir  por até duas horas à temperaturas de  1000º C. Contudo nem tudo são flores, enquanto um HD é capaz de armazenar 1 TB, uma placa de quartzo de uma polegada, tem a capacidade de armazenamento de apenas 40MB.


Longe de ser a solução ideal, e até mesmo de ser algo que vire um padrão comercial, esta placa de quartzo seria uma ótima maneira de preservar informações para as futuras gerações.

“O volume de dados criados todos os dias está explodindo, mas em se tratando de guardar essas informações para as próximas gerações, não evoluímos desde a época em que as escrevíamos em pedras,” declarou Kazuyoshi Torii, um dos pesquisadores da Hitachi.

O conceito é até interessante, mas duvido que se torne  padrão algum dia, a tendência é que o armazenamento interno seja cada vez menor, e cada vez mais os usuários, armazenem suas informações nos mais diversos servidores espalhados pela nuvem.

Fonte:Zdnet

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